segunda-feira, 25 de abril de 2011

A fênix vascaína


“A fênix ou fénix é um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas”. Não existe melhor definição que se possa traduzir o momento de agora em relação ao meu clube (Vasco).

Hoje já me preparo para viver, neste sábado, mais um momento que virou rotina na minha vida nesse ano: torcer para o meu time. Mas diferente do nosso momento, em que somos um dos semifinalistas da Taça Rio, essa rotina não foi só de flores, pelo contrário: umas das piores crises que presenciei. E de perto com outros companheiros vascaínos nessa nossa estrada.

Quando digo que esse ano a minha relação com o Vasco foi especial, não tenho a menor dúvida disso... o time estreiou no Carioca no dia em que fiz uma cirurgia de emergência para retirada de um tumor na perna... para as pessoas que se consideram normais, estariam literalmente nem ligando para essa estreia (mais do que certos), mas para a pessoa aqui, não: a minha ansiedade era conseguir ter alta ainda no mesmo dia para ver o jogo em casa e se não acontecesse isso, os meus amigos estão de prova que isso é verdade: convoquei todos para transmitir o jogo em tempo real via mensagem de celular.

Graças à Deus, tive alta e o que me acontece: perdemos para o Resende! Juro que a minha raiva foi tanta que esqueci completamente da dor do pós operatório por alguns minutos (obrigada Carlos Alberto e cia por isso!) e como já dizia vovó: dois raios não caem no mesmo lugar e ainda mais no dia do meu aniversário, onde praticamente nesses anos de torcedora, o Vasco sempre me deu alegria, quando não era no Carioca, era no Rio São Paulo! E o que aconteceu: Nova Iguaçu vence o Vasco e depois o Boavista.


Já estávamos com três derrotas e praticamente eliminados da Guanabara e para completar, pegaríamos o Fla com o todo poderoso R10 em campo... nesse clima que fui com amigas para conversar com os jogadores na véspera do clássico. Acho que aconteceu com todas que estavam comigo: a nossa postura seria de cobrança, mas quando chegaram os jogadores e começamos a convesar com eles, o sentimento foi mistura de pena e tristeza... não tinha como dar as costas para eles naquele momento, mesmo querendo. Sendo assim, lá estava eu numa quinta às 19h30 em São Januário sozinha torcendo para um Vasco que empatou contra o Volta Redonda.

Felizmente, pra tudo na nossa vida se tem uma luz no final do túnel, independente do tamanho desse túnel (rs) e hoje posso dizer com toda certeza do mundo, que tenho orgulho do meu time, de tudo que nós passamos nesse campeonato, que também fiz parte da criação dessa Fênix e que não me arrependo em nada do que fiz, das coisas que abri mão para acompanhá-lo, da distância que passei dos meus amigos e das voltas para a casa cansada, depois de um jogo... independente do seu resultado.

“O sentimento não pode parar e nunca parou!”


Por Roberta Azeredo

23/04/2011